
O nível do Rio Negro caiu 2 metros em Manaus entre os dias 2 e 27 de outubro, segundo dados do monitoramento do Porto de Manaus. Nesta terça-feira (27), o rio atingiu 16,59 metros, ficando 2,74 metros abaixo da marca registrada no mesmo dia de 2025, quando chegou a 19,33 metros.
A queda ocorre durante a estiagem que atinge o Amazonas e agrava a preocupação com os impactos da seca e dos incêndios florestais. Conforme a Defesa Civil, 46 municípios estavam em situação de emergência até esta terça-feira (27).
Além disso, o boletim divulgado pelo governo estadual no sábado (24) apontou que aproximadamente 113,9 mil famílias foram afetadas em todo o estado.
Vazante foi menos intensa que em 2025
Entre 2 e 27 de outubro deste ano, o Rio Negro passou de 18,59 metros para 16,59 metros, uma redução de 2 metros. No mesmo intervalo de 2025, a queda foi mais acentuada: o nível recuou 3,11 metros.
Dessa forma, apesar de o rio apresentar uma cota inferior à do ano passado, a vazante registrada neste mês foi menos intensa do que a observada no mesmo período de 2025.
El Niño aumenta preocupação com a estiagem
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) alertou, em boletim divulgado em 1º de setembro, para a necessidade de acompanhar a evolução da seca na Região Norte diante da confirmação do fenômeno El Niño.
Segundo o órgão, as bacias dos rios Negro e Branco concentram os cenários que exigem maior atenção na Amazônia. A combinação entre níveis baixos dos rios, falta de chuva e previsões climáticas desfavoráveis reforça a necessidade de monitoramento contínuo.
Já nos rios Amazonas, Solimões e Tapajós, a previsão indicava continuidade da vazante dentro do comportamento histórico. No entanto, a redução dos níveis pode se prolongar caso as chuvas demorem a retornar.
Seca e incêndios colocam municípios em emergência
De acordo com a Defesa Civil, 46 municípios amazonenses estavam em situação de emergência devido à seca dos rios e aos incêndios florestais. Outros 12 permaneciam em alerta, enquanto quatro estavam em situação de atenção.
Confira a distribuição:
Situação de emergência: Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Japurá, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.
Situação de alerta: Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará.
Situação de atenção: Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga.
Com a continuidade da estiagem, o monitoramento dos rios e das condições climáticas permanece fundamental para acompanhar os impactos sobre as comunidades e orientar as medidas de resposta no Amazonas.







