
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos acompanhado de sua família,em um movimento que elevou bruscamente a temperatura nos bastidores de Brasília. Com chegada à Flórida prevista para a tarde desta terça-feira (27), o parlamentar pretende solicitar asilo político ao presidente norte-americano Donald Trump. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao círculo íntimo da família.
A operação para a saída do país foi articulada de forma altamente sigilosa por um grupo restrito de aliados,com atuações simultâneas no Brasil e no exterior. As negociações de bastidor envolveram contatos estratégicos com autoridades dos governos da Argentina e dos Estados Unidos, garantindo rotas seguras e a entrada do parlamentar em território americano sem intercorrências nas fronteiras.
A movimentação ocorre após horas de incertezas sobre a localização do político, sumido desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira. Seu único registro de contato havia sido uma mensagem de texto enviada às 8h ao aliado Rogério Marinho, na qual afirmava apenas estar “esfriando a cabeça” com a família, sem esclarecer se já havia deixado o território nacional.
A partida drástica acontece em meio ao avanço do cerco judicial e logo após a derrota de seu grupo político nas urnas no último domingo. Na segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a apreensão imediata dos passaportes do senador. Como o prazo para entrega voluntária dos documentos se encerrava nesta terça-feira, a viagem configurou o descumprimento direto da ordem judicial.
O mandado expedido pelo STF está vinculado a um inquérito sigiloso que apura a suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. A saída do parlamentar do país instaura um cenário jurídico e diplomático complexo, no qual o congressista argumenta buscar proteção internacional,enquanto correligionários do PL classificam a ofensiva judicial como uma “caça às bruxas” promovida pelo governo do presidente Lula.







