Amazonas Parintins recebe medicamento contra malária com tratamento em dose única

Parintins recebe medicamento contra malária com tratamento em dose única

Parintins, no interior do Amazonas, recebeu o succinato de tafenoquina, medicamento disponibilizado pelo Ministério da Saúde para reforçar o tratamento da malária causada pelo parasita Plasmodium vivax. A nova alternativa permite administrar o fármaco em dose única, associada a três dias de tratamento com cloroquina, reduzindo o tempo de uso de medicamentos em comparação com o esquema convencional.

A iniciativa busca facilitar a adesão dos pacientes ao tratamento e ampliar o controle da doença na região do Baixo Amazonas, especialmente entre as populações indígenas atendidas pelos serviços de saúde.

No tratamento convencional da malária vivax, determinados pacientes precisam utilizar medicamentos por períodos que podem variar de sete a 14 dias. Com a introdução da tafenoquina, o medicamento é administrado em dose única, sob supervisão de um profissional de saúde, enquanto a cloroquina é utilizada durante três dias, conforme o protocolo médico.

A estratégia pretende diminuir as dificuldades de continuidade do tratamento, já que a interrupção ou o uso incorreto dos medicamentos pode comprometer a recuperação dos pacientes. A indicação da tafenoquina, porém, depende de avaliação clínica e do cumprimento dos critérios de segurança previstos nas orientações oficiais.

A nova estratégia também contempla uma apresentação pediátrica aromatizada, desenvolvida para facilitar a administração do medicamento em crianças.

Para viabilizar a implantação do protocolo, o Ministério da Saúde e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) promoveram capacitações voltadas aos profissionais que atuam na região. A formação abordou os procedimentos de utilização do medicamento e as orientações necessárias para o atendimento de pessoas diagnosticadas com a doença.

Os medicamentos e equipamentos foram destinados ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Parintins, responsável pela assistência a mais de 15 mil indígenas distribuídos em mais de 150 aldeias no Amazonas e em áreas do Pará.

Conforme os dados divulgados, a região registrou mais de 3,6 mil casos de malária em 2023. A chegada da tafenoquina amplia as opções de tratamento disponíveis, principalmente em localidades onde as distâncias e as dificuldades de acompanhamento podem prejudicar a continuidade dos cuidados de saúde.

A utilização do medicamento deve seguir os protocolos oficiais, com indicação e acompanhamento de profissionais de saúde.