
O Departamento de Estado dos Estados Unidos vai emitir vistos para o senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus familiares entrarem no país, segundo informações divulgadas pela agência Reuters nesta terça-feira (27).
A saída do parlamentar do Brasil ocorreu após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que o impedia de deixar o território nacional e exigia a entrega de seus passaportes. De acordo com as informações divulgadas, a medida não foi cumprida.
A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro em negócios relacionados a plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets. O caso envolve Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador.
Tomaz viajou para os Estados Unidos, fato que antecedeu a determinação de Moraes para bloquear R$ 6 bilhões em bens vinculados ao advogado, na semana passada.
Além desse procedimento, Flávio também é investigado em um inquérito que apura possíveis pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador afirmou ter intermediado mais de R$ 60 milhões que, segundo ele, seriam destinados à produção.
As duas investigações tramitam no STF em razão do foro por prerrogativa de função de Flávio Bolsonaro, que exerce mandato de senador até fevereiro de 2027. Conforme o entendimento da Corte, o Supremo pode manter a competência para julgar ex-parlamentares por possíveis crimes relacionados ao exercício da função pública, mesmo após o encerramento do mandato.







