
O Rio Negro baixou 61 centímetros em apenas sete dias e atingiu a marca de 25,86 metros em Manaus, conforme o 33º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Os dados, referentes à terça-feira (18), mostram o avanço da vazante em diferentes rios da Amazônia. Apesar das quedas registradas, a maior parte das estações monitoradas permanece dentro da faixa considerada normal para o período.
Solimões registra quedas de até 91 centímetros
Na bacia do Rio Solimões, todas as estações acompanhadas permanecem dentro da normalidade, apesar das reduções expressivas.
Em Tabatinga, o nível baixou 70 centímetros e chegou a 3,69 metros. Já em Fonte Boa, a redução foi de 91 centímetros em uma semana.
Em Coari, na estação de Itapéua, o rio recuou 59 centímetros. Em Manacapuru, a queda foi de 58 centímetros, deixando o nível em 16,73 metros.
Rio Madeira também segue em vazante
O Rio Madeira também apresentou redução significativa. Em Porto Velho, o nível baixou 64 centímetros em sete dias e chegou a 4,90 metros.
Já em Humaitá, no Amazonas, a redução foi de 79 centímetros, com o nível atingindo 12,48 metros.
Segundo o SGB, as estações monitoradas na bacia do Madeira seguem dentro da faixa de normalidade.
No Rio Purus, em Beruri, houve redução de 63 centímetros, deixando o nível em 17,83 metros.
Rio Amazonas também apresenta queda
Em Careiro, o nível do Rio Amazonas recuou 58 centímetros e chegou a 13,62 metros. Em Itacoatiara, foram registrados 50 centímetros de redução, com a cota atingindo 11,46 metros.
Em Parintins, a queda foi de 31 centímetros. Já em Óbidos e Santarém, no Pará, as reduções foram de 23 e 24 centímetros, respectivamente.
Rio Branco registra níveis abaixo do esperado
O cenário que mais preocupa é o da bacia do Rio Branco, em Roraima.
Em Boa Vista, o rio baixou 15 centímetros e atingiu 1,58 metro. Em Caracaraí, a redução foi de 24 centímetros, com o nível chegando a 2,19 metros.
Segundo o boletim, os níveis registrados na região estão significativamente abaixo do esperado e representam mínimas históricas para esta época do ano.
O Serviço Geológico do Brasil informou que os dados ainda podem passar por ajustes após verificações realizadas pelas equipes de monitoramento.







