
A privatização da Amazonas Energia, realizada em 2018, não eliminou os problemas financeiros e operacionais enfrentados pela distribuidora. Após a mudança de controle, a empresa continuou sob pressão econômica e com dificuldades na prestação do serviço.
Nesse contexto, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) chegou a recomendar a caducidade da concessão. O processo regulatório apontou problemas relacionados às condições econômico-financeiras e ao desempenho da concessionária.
Privatização ocorreu em 2018
A privatização foi realizada por meio de leilão em dezembro de 2018. O consórcio formado por Oliveira Energia e Atem venceu a disputa.
Em abril de 2019, a União formalizou a transferência do controle para o grupo. Na ocasião, também foi firmado um novo contrato de concessão, com prazo de 30 anos.
No entanto, a situação financeira da distribuidora continuou preocupante. Em 2021, a ANEEL criou um Plano de Resultado para tentar melhorar o desempenho da empresa.
O plano foi encerrado em setembro de 2022. Segundo a agência, a concessionária não alcançou os resultados projetados. Em seguida, a ANEEL registrou a perda das condições econômico-financeiras necessárias para administrar a concessão.
ANEEL recomendou a caducidade da concessão
Diante desse cenário, a ANEEL recomendou a caducidade do contrato. A medida ocorreu em meio às dificuldades financeiras e operacionais da distribuidora.
Além disso, o processo regulatório analisou o cumprimento das obrigações previstas no contrato e a sustentabilidade da empresa.
A situação levou o governo federal a adotar, em 2024, medidas para viabilizar a recuperação da concessão e permitir a transferência do controle.
Âmbar assumiu a distribuidora em 2026
Depois de uma série de medidas regulatórias e judiciais, a Âmbar Energia assumiu o controle da Amazonas Energia em abril de 2026.
A transferência ocorreu com autorização da ANEEL, da Advocacia-Geral da União, do Ministério de Minas e Energia e da Justiça Federal.
A nova controladora anunciou um plano de R$ 5,5 bilhões em investimentos até 2031. Desse total, R$ 3,9 bilhões correspondem a recursos próprios da empresa. O restante está relacionado a recursos federais para programas como o Luz para Todos e ações de interligação.
Plano prevê modernização da rede
O programa prevê diferentes ações para a infraestrutura elétrica do Amazonas.
Entre elas estão a substituição de cabos, a expansão e revitalização da rede, a construção e recuperação de subestações e a implantação de novas tecnologias de monitoramento.
Além disso, a empresa informou que pretende reequilibrar financeiramente a distribuidora. Para isso, a Âmbar anunciou aportes e medidas de gestão voltadas à recuperação da empresa.
Dessa forma, a nova etapa da concessão começa com dois desafios principais: recuperar as condições financeiras da distribuidora e modernizar a infraestrutura de energia no estado.







