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VEJA VÍDEO | Irmã de Miss Manicoré chora ao descobrir que assassino da jovem irá para o semiaberto

A família de Kimberly Karen Mota de Oliveira, conhecida como Miss Manicoré, voltou a enfrentar momentos de dor após tomar conhecimento da progressão de regime de Rafael Fernandez Rodrigues, condenado pelo assassinato da jovem em Manaus.

Isabela Karen, irmã de Kimberly, publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece emocionada e chorando ao falar sobre a situação. Segundo ela, a família foi informada pelo advogado de que Rafael poderá deixar o regime fechado e passar a cumprir a pena no semiaberto, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

“Acabei de descobrir que o assassino dela está no semiaberto, já vai começar a usar tornozeleira e começar a viver por aí”, afirmou Isabela.

Durante o desabafo, a irmã da vítima também questionou a progressão de regime e afirmou que receber a notícia fez reviver o sofrimento causado pela morte de Kimberly.

Progressão de regime

A mudança de Rafael para o regime semiaberto ocorre dentro das regras previstas na legislação brasileira para a execução das penas. A progressão pode ser concedida quando o condenado cumpre os requisitos legais estabelecidos para a mudança de regime.

Entre os critérios considerados estão o período de pena cumprido e as condições previstas na legislação para a execução penal. A decisão é analisada pela Justiça responsável pela execução da pena.

No regime semiaberto, o condenado permanece cumprindo pena, mas está sujeito a regras diferentes das aplicadas no regime fechado. Dependendo da determinação judicial, também pode haver monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira.

Assassinato de Kimberly

Kimberly Karen Mota de Oliveira foi assassinada em maio de 2020, em Manaus. Na época, ela mantinha um relacionamento com Rafael Fernandez Rodrigues, que, segundo as investigações, havia chegado ao fim.

No dia 10 de maio daquele ano, Kimberly foi vista entrando no carro de Rafael após sair da residência onde morava com uma amiga.

Na madrugada de 12 de maio, a jovem foi encontrada morta no apartamento de Rafael, localizado no Centro de Manaus.

Após o crime, Rafael deixou a capital amazonense e seguiu para Roraima. Ele foi localizado e preso no município de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, em 15 de maio de 2020.

Em 2021, Rafael foi condenado pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de Kimberly. Segundo informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a acusação sustentou que o crime ocorreu após a vítima manifestar que não pretendia reatar o relacionamento.

A progressão de regime voltou a colocar o caso em evidência e provocou novas manifestações da família de Kimberly nas redes sociais.