Carro é engolido por cratera durante chuva no bairro Riacho Doce 2, em Manaus

Uma picape foi engolida por uma cratera na noite de quarta-feira (18), na rua Pedro Collor, antiga rua Milton Moraes, no bairro Riacho Doce 2, zona norte de Manaus. O caso revoltou moradores, que afirmam conviver com o problema há quase um ano e relatam que diversos pedidos de providência já foram feitos às autoridades, sem solução definitiva.

O acidente ocorreu durante forte chuva. O condutor do veículo, identificado como Edinaldo, contou que trafegava em baixa velocidade para deixar a filha na residência dela, localizada na própria rua, quando foi surpreendido pelo buraco.

“Estava chovendo muito e a visibilidade estava ruim. Não tem sinalização nenhuma. Quando percebi, o carro já tinha caído. Graças a Deus eu vinha devagar e ninguém se machucou”, relatou.

Apesar de não haver vítimas, o veículo ficou praticamente engolido pela cratera, que ocupa grande parte da via. A cena chamou a atenção de moradores e motoristas que passavam pelo local.

Segundo a comunidade, o problema persiste há quase um ano e já teria provocado pelo menos três acidentes, sendo este o mais grave. Moradores afirmam que reportagens anteriores foram realizadas no local, mas nenhuma intervenção eficaz foi executada até o momento.

Lucas, morador da rua, afirma que a população já procurou os órgãos competentes diversas vezes. “Já veio equipe de reportagem aqui outras vezes. A gente já pediu ajuda, mas até agora nada foi resolvido. Esse foi o terceiro acidente, e o pior. Poderia ter sido uma tragédia”, disse.

A ausência de sinalização adequada é uma das principais reclamações. Um pedaço de madeira foi colocado de forma improvisada para alertar os motoristas, mas, segundo os moradores, a medida é insuficiente, especialmente à noite, quando a iluminação pública é considerada precária.

A proximidade da cratera com as calçadas e residências também preocupa. O solo ao redor apresenta rachaduras, e há receio de que, com o volume de chuvas, o buraco aumente e comprometa a estrutura das casas.

Além do prejuízo material, Edinaldo precisou arcar com o custo do guincho para retirar o veículo. Ele utiliza a picape como ferramenta de trabalho, realizando entregas de açaí e administrando um pequeno comércio no bairro Mutirão.

“Não é só um carro de passeio. Eu trabalho com ele. Agora vou ter que pagar o guincho, o conserto e ainda ver como vou continuar trabalhando”, lamentou.

Moradores cobram uma resposta urgente da Prefeitura e da Câmara Municipal, destacando a necessidade de manutenção e fiscalização das vias públicas para evitar novos acidentes na região.

Foto: Divulgação