
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quarta-feira (14), que é alvo de perseguição política após a Polícia Federal abrir apuração sobre publicações feitas por ele nas redes sociais, nas quais associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo do ditador venezuelano Nicolás Maduro. A investigação teve origem em um pedido protocolado pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar atribuiu a iniciativa diretamente ao governo federal e disse que a Polícia Federal estaria atuando “a mando de Lula” para investigar um conteúdo divulgado em seu perfil no Instagram. Segundo Flávio, a apuração representa o uso da máquina pública para intimidar opositores.
O senador voltou a criticar a relação entre o presidente brasileiro e o regime venezuelano, afirmando que a proximidade entre os dois não seria recente, remontando ao período em que Hugo Chávez comandava a Venezuela. Na avaliação dele, a relação teria sido mantida apesar de denúncias internacionais sobre violações à democracia, à liberdade e aos direitos humanos no país vizinho.
Flávio Bolsonaro também mencionou declarações de Lula no cenário internacional, nas quais o presidente teria relativizado a crise venezuelana ao questionar o que chamou de “narrativa” sobre a situação do país. Para o senador, a grave crise humanitária, marcada pela fome e pela migração em massa de venezuelanos, não pode ser minimizada.
Na postagem, o parlamentar ainda acusou o governo brasileiro de reconhecer resultados eleitorais na Venezuela que ele considera fraudulentos, afirmando que Nicolás Maduro se mantém no poder por meio de práticas autoritárias.
Ao final da mensagem, Flávio Bolsonaro declarou que pretende disputar a Presidência da República e disse que pretende apresentar um projeto político diferente do atual, com redução da carga tributária e críticas à condução da economia. Para ele, a investigação é mais um exemplo de perseguição a adversários do governo.







