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Roberto Cidade afirma que Estado está em dia com Passe Livre e cobra Sinetram

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, afirmou que o Governo do Estado está em dia com os repasses destinados ao Passe Livre Estudantil em 2026. A declaração ocorre em meio ao impasse com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que suspendeu a liberação de novos créditos do benefício.

Segundo Cidade, o pagamento mais recente foi realizado no dia 23 de outubro, quando o Estado transferiu R$ 3 milhões ao sistema de transporte público. Ao todo, conforme o governador, já foram destinados R$ 27 milhões ao custeio do benefício neste ano.

“No dia 23 de outubro, nós pagamos mais uma parcela ao Sinetram no valor de 3 milhões de reais. Desde que assumiu o governo, a gente vem mantendo o pagamento rigorosamente em dia. Só este ano de 2026, já foram pagos 27 milhões de reais”, afirmou.

A divergência entre o Executivo estadual e o Sinetram envolve principalmente os valores cobrados pelo serviço no segundo semestre de 2025. O Governo do Amazonas questiona judicialmente os montantes apresentados pelas empresas e aponta falta de transparência nos cálculos e na quantidade de passagens efetivamente utilizadas pelos estudantes.

Durante a declaração, Roberto Cidade criticou a decisão do sindicato de trazer à discussão uma dívida referente ao ano passado, que ainda está sendo contestada na Justiça. Para o governador, a cobrança não deveria prejudicar os estudantes que dependem do transporte público.

“E agora, o Sinetram, mais uma vez, com a irresponsabilidade, querendo trazer um tema que é do ano de 2025. Um débito que está sendo questionado na Justiça e fazer com que os nossos alunos não possam utilizar o que é de direito”, declarou.

O governador também contestou os valores estabelecidos em contratos anteriores e defendeu que o repasse mensal de R$ 3 milhões corresponde ao custo adequado do benefício.

“Um contrato que foi feito lá atrás, com valores altíssimos, não é o correto. O correto é o que nós estamos pagando por cada aluno e o valor que nós estamos depositando todos os meses é o valor de 3 milhões de reais”, afirmou.

Cidade acrescentou que pretende discutir o assunto com os representantes do setor e recorrer novamente à Justiça para questionar a suspensão dos novos créditos.

“Irei conversar com quem quer que seja e também irei questionar na Justiça o porquê o Sinetram, mais uma vez, de forma politiqueira, quer atrapalhar os alunos do nosso Estado”, disse.

Entenda o impasse

De acordo com o Governo do Amazonas, a cobrança referente ao segundo semestre de 2025 é contestada porque o Sinetram não teria apresentado informações detalhadas sobre a utilização das passagens pelos estudantes.

O Estado afirma que a demanda mensal varia entre 4 mil e 24 mil utilizações, enquanto o sindicato realiza cobranças equivalentes a 130 mil alunos.

Em comunicado, o Sinetram informou que os estudantes que ainda possuem créditos nos cartões poderão continuar utilizando o benefício normalmente. A suspensão atinge apenas a disponibilização de novos créditos, calculados mensalmente conforme o calendário escolar.