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Lula é pressionado a escolher nome de consenso para o STF ainda em 2026

Articuladores do governo defendem uma indicação com maior apoio no Senado. Apesar disso, presidente sinalizou que pretende manter Jorge Messias na disputa pela vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

Governo busca garantir aprovação de novo ministro do STF

Integrantes do governo federal e aliados no Congresso Nacional aconselham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a escolher um nome com apoio político para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda em 2026.

Após a reeleição, Lula demonstrou a aliados que pretende insistir na indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias. No entanto, parlamentares avaliam que o nome ainda enfrenta resistência no Senado Federal.

Em abril, a Casa rejeitou a indicação de Messias. A decisão representou uma das maiores derrotas do terceiro mandato de Lula no Legislativo.

Por isso, aliados defendem que o presidente escolha alguém com maior aceitação entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e as principais lideranças da Casa.

Rodrigo Pacheco ganha força entre aliados

Nesse cenário, o nome de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), aparece como favorito entre os defensores de uma indicação de consenso.

Antes da escolha de Jorge Messias, Pacheco também era o preferido de Alcolumbre e de integrantes da cúpula do Senado.

Além disso, os articuladores consideram importante garantir a aprovação do novo ministro ainda neste ano. A avaliação leva em conta a mudança na composição do Senado a partir de 2027, após o avanço de candidatos de direita nas eleições.

O Partido Liberal (PL), ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro, contará com 28 cadeiras na próxima legislatura. Desse total, 19 foram conquistadas no pleito deste ano.

Aproximação entre Lula e Alcolumbre entra na negociação

Outro fator considerado pelos aliados é a aproximação entre Lula e Davi Alcolumbre durante o período eleitoral.

Na disputa no Amapá, o presidente apoiou candidatos ligados ao senador. Em contrapartida, Alcolumbre acelerou a tramitação de propostas de interesse do governo às vésperas das eleições.

Dessa forma, integrantes da articulação política avaliam que o cenário pode favorecer uma eventual indicação de Rodrigo Pacheco.

Lula ainda não definiu o indicado ao Supremo

Apesar das movimentações, Lula ainda não tomou uma decisão definitiva. A expectativa é que o presidente avance na escolha após a próxima semana.

Depois das eleições, o petista reservou alguns dias para descansar, recuperar a voz e avaliar os próximos passos do governo. Segundo interlocutores, a indicação ao STF deve ocorrer ainda em 2026.

Enquanto isso, o governo também concentra esforços em outras pautas no Congresso. Entre as prioridades estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).