
Representantes de aproximadamente 140 unidades de ensino da Prefeitura de Manaus participaram, nesta quarta-feira (7/10), do Ciclo de Palestras “Desafios das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ambiente escolar”. O evento ocorreu no auditório Luiz Geraldo Pontes Teixeira, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), localizado na rua Maceió, zona Centro-Sul.
As escolas atendem estudantes do 1º ao 9º ano do ensino fundamental e integram o Programa Municipal Saúde do Escolar (PMSE) e o Programa Saúde na Escola (PSE). A iniciativa buscou orientar os profissionais sobre estratégias para lidar com os desafios relacionados ao TEA, abordando como os estudantes autistas percebem, processam e interagem com o ambiente.
Importância da formação continuada
Mário Lima, gerente de Atividades Complementares e Programas Especiais (Gacpe) da Semed, ressaltou a relevância da formação para aprimorar o atendimento aos estudantes com TEA. “A Semed, preocupada com esse público, vem ampliando e fortalecendo o atendimento e o acolhimento aos estudantes com transtorno do espectro autista. É um número crescente de crianças com TEA, e a secretaria vem trabalhando de forma integrada para melhorar a qualidade da educação, ampliar a sensibilidade e fortalecer a aceitação por parte dos profissionais da educação e da saúde. Também buscamos orientar as famílias para que possamos oferecer um atendimento cada vez melhor aos alunos”, afirmou.
Sensibilidade sensorial em foco
A doutora em Educação, Jaci Alice Grande, abordou o tema “Sensibilidade sensorial no ambiente escolar”. Ela apresentou estratégias para adaptar a sala de aula às necessidades de alunos com TEA, visando evitar desregulações sensoriais que possam interferir na aprendizagem e socialização.
“Quando vamos organizar uma sala de aula, precisamos ter cuidado com a iluminação, os materiais táteis e outros elementos que podem provocar uma desregulação sensorial. Isso pode interferir na aprendizagem e na socialização. Apresentamos dicas e estratégias pedagógicas baseadas na Base Nacional Comum Curricular e no Estatuto da Pessoa com Deficiência para melhorar as condições sensoriais do ambiente escolar”, explicou.
Perspectiva de educadora e mãe
Francinete de Abreu Mourão, agente de saúde da escola municipal Maria Rufina de Almeida e mãe de dois filhos com autismo nível 2, compartilhou sua experiência e a importância do evento. “Essas palestras e encontros são muito importantes para desenvolvermos um olhar mais atento sobre o estudante com TEA na escola. Hoje temos muitos alunos neurodiversos e precisamos conhecer esse universo, saber como lidar com eles e quais estratégias utilizar. Também sou mãe de dois filhos com nível 2 de autismo, o que me permite compreender melhor os pais e as situações que eles enfrentam em casa e na escola. Isso também contribui para que tenhamos mais empatia com as famílias e com os estudantes”, concluiu.
Com informações da Prefeitura de Manaus







