Política Michelle Bolsonaro é eleita senadora pelo Distrito Federal nas Eleições 2026

Michelle Bolsonaro é eleita senadora pelo Distrito Federal nas Eleições 2026

Ex-primeira-dama conquistou 28,98% dos votos válidos e terá o primeiro mandato eletivo a partir da próxima legislatura

Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita neste domingo (4) senadora pelo Distrito Federal nas Eleições 2026. Com 28,98% dos votos válidos, a ex-primeira-dama conquistou uma das duas vagas destinadas ao DF no Senado Federal e assumirá, pela primeira vez, um cargo eletivo.

A segunda vaga ficou com Bia Kicis (PL), que registrava 27,4% dos votos válidos quando 93,16% das urnas haviam sido apuradas.

A vitória marca a entrada de Michelle na política institucional por meio de um mandato próprio. Antes de disputar uma eleição, ela ganhou projeção nacional durante o governo de Jair Bolsonaro, quando ocupou a posição de primeira-dama, e posteriormente passou a comandar o PL Mulher.

Candidatura ao Senado

Durante a campanha, Michelle afirmou que sua decisão de concorrer ao Senado ocorreu após receber de Jair Bolsonaro a indicação para disputar uma vaga no Legislativo.

Entre as pautas apresentadas por Michelle estiveram propostas relacionadas aos direitos das mulheres e das pessoas com deficiência. Ela também manteve posicionamentos alinhados ao campo político de direita, incluindo manifestações sobre os presos e condenados pelos atos de 8 de janeiro e críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Atritos com Flávio Bolsonaro

A trajetória eleitoral de Michelle também foi marcada por episódios de divergência com o enteado, Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República.

Em junho, Michelle publicou um vídeo nas redes sociais relatando um desentendimento com o senador. Segundo o relato dela, Flávio teria afirmado que ela deveria permanecer afastada das decisões partidárias por não possuir conhecimento sobre política.

O episódio repercutiu entre integrantes do grupo político ligado à família Bolsonaro. Posteriormente, Flávio pediu desculpas à madrasta e a convidou para participar de sua campanha presidencial.

Michelle não esteve no lançamento da candidatura de Flávio nem participou do ato de 7 de setembro, mas declarou apoio à candidatura dele.

Divergências dentro do PL

Outro ponto de divergência envolveu as articulações políticas do PL no Ceará. Michelle se posicionou contra uma possível aliança com o candidato ao governo estadual Ciro Gomes (PSDB) e defendeu apoio a Eduardo Girão (Novo).

Ela também tentou apoiar a candidatura de Priscila Costa, então sua vice na direção do PL Mulher, ao Senado. A direção estadual da legenda, porém, manteve Alcides Fernandes como candidato.

Saída do PL Mulher

Após os episódios de desgaste político, Michelle deixou a presidência do PL Mulher e chegou a indicar que poderia desistir da candidatura ao Senado para se dedicar aos cuidados de Jair Bolsonaro.

Posteriormente, retomou a campanha e ampliou a atuação política. Nos últimos meses, lançou o movimento “As Imparáveis”, voltado principalmente ao público feminino, e intensificou a presença nas redes sociais.

A atuação de Michelle também foi utilizada pelo PL como estratégia de aproximação com segmentos do eleitorado feminino e evangélico.

Com a eleição neste domingo, Michelle Bolsonaro passará a integrar o Senado Federal na próxima legislatura e terá, a partir de 2027, o primeiro mandato eletivo de sua trajetória política.