Manaus Manaus recebe alerta de chuva forte com risco de alagamentos

Manaus recebe alerta de chuva forte com risco de alagamentos

 

Moradores de Manaus receberam, na noite desta quinta-feira (24), um alerta da Defesa Civil sobre a possibilidade de chuva intensa na capital. O aviso indica risco de alagamentos e enxurradas em diferentes áreas da cidade.

O alerta foi enviado diretamente aos celulares por meio do sistema de notificações de emergência. Em caso de situação de risco, a orientação é procurar um local protegido e acionar a Defesa Civil, pelo 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193.

A previsão de chuva ocorre após uma sequência de dias marcada por temperaturas elevadas, tempo seco, queimadas e forte presença de fumaça em Manaus.

Chuva aumenta risco de alagamentos

Apesar de representar uma mudança no cenário de estiagem e calor, a chuva forte em um curto período pode provocar transtornos, principalmente em regiões onde já existe histórico de alagamentos e enxurradas.

A população deve evitar atravessar ruas, pontes e áreas cobertas pela água. Mesmo que a lâmina de água pareça baixa, a correnteza pode oferecer risco e arrastar pessoas e veículos.

Durante a tempestade, também é recomendado manter distância de árvores, postes, placas, estruturas metálicas e fios da rede elétrica.

Chuva chega após piora na qualidade do ar

A mudança no tempo acontece após dias de preocupação com a qualidade do ar em Manaus.

Na quarta-feira (23), dados divulgados pela Prefeitura apontaram concentração média de 188,5 microgramas de partículas finas PM2,5 por metro cúbico de ar. O índice foi classificado como “péssimo”, levando o município a colocar a capital em estado de atenção.

Com base em informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Prefeitura informou ainda que o Amazonas registrou 757 focos de calor nas 24 horas anteriores. Em Manaus, foram identificados dois focos no mesmo intervalo.

A presença de fumaça na capital, no entanto, também pode estar relacionada a queimadas ocorridas em outras localidades. Dependendo das condições atmosféricas e da direção dos ventos, a fumaça pode ser transportada de outros municípios e estados até Manaus.

Fiocruz aponta concentração elevada de partículas

O monitoramento realizado pela Fiocruz Amazônia também identificou níveis elevados de poluentes na capital.

Segundo dados da estação de referência do projeto FioAres, a média diária de PM2,5 registrada em Manaus no dia 23 foi de 55,7 µg/m³. O valor representa cerca de 3,7 vezes o limite de 15 µg/m³ indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para exposição em um período de 24 horas.

De acordo com o monitoramento, as concentrações permaneceram acima da recomendação da OMS durante todas as horas analisadas.

Os números divulgados pela Prefeitura e pelo FioAres não podem ser comparados diretamente, já que os levantamentos podem utilizar equipamentos, pontos de monitoramento e períodos de cálculo diferentes. Os dois acompanhamentos, porém, registraram níveis elevados de partículas finas no ar.

Chuva pode reduzir fumaça temporariamente

A chuva pode contribuir para diminuir a quantidade de partículas suspensas na atmosfera, aumentando a umidade e promovendo uma redução temporária da concentração de fumaça.

Esse efeito, entretanto, varia conforme a intensidade e a duração da precipitação, além da continuidade dos incêndios e da movimentação dos ventos.

Por isso, uma chuva isolada não significa o fim das queimadas ou que novos episódios de fumaça não possam ocorrer.

Veja os cuidados durante a chuva

A Defesa Civil recomenda que os moradores:

  • evitem locais conhecidos por alagamentos;
  • não atravessem áreas tomadas por correnteza;
  • mantenham distância de igarapés, barrancos e áreas de risco;
  • não permaneçam próximos a árvores, postes ou fiações;
  • desliguem equipamentos elétricos caso exista risco de inundação;
  • procurem abrigo em locais seguros;
  • acompanhem os comunicados dos órgãos oficiais;
  • acionem a Defesa Civil pelo 199 em situações de emergência;
  • chamem o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Mesmo após a chuva, a população deve continuar atenta à qualidade do ar. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas estão entre os grupos que podem apresentar maior vulnerabilidade à exposição à fumaça.