
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) confirmou, nesta segunda-feira (21), o quinto caso de sarampo em Tabatinga, município localizado na região de fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
O novo caso foi identificado em um homem de 18 anos, de nacionalidade peruana. Com a confirmação, Tabatinga passa a contabilizar cinco pessoas infectadas pela doença. Entre os casos anteriores estão três crianças, de 8, 2 e 1 ano, além de um adulto de 24 anos. Todos os pacientes são peruanos.
As confirmações foram feitas por exames laboratoriais realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM).
Diante do cenário epidemiológico na região, equipes da FVS-RCP e do Ministério da Saúde realizam, entre os dias 21 e 25 de setembro, ações de vigilância e imunização em Tabatinga, Atalaia do Norte e Benjamin Constant.
As equipes fazem busca por casos suspeitos, investigação, coleta de amostras, monitoramento de pessoas que tiveram contato com infectados e bloqueio vacinal para tentar interromper a circulação do vírus.
Crianças menores de 1 ano terão vacinação antecipada
Como medida adicional de proteção, o Ministério da Saúde autorizou a aplicação da chamada “dose zero” da vacina contra o sarampo em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que vivem em Tabatinga, Atalaia do Norte e Benjamin Constant.
A dose é aplicada de forma antecipada em situações de maior risco de circulação do vírus e não substitui as vacinas previstas no calendário regular. Por isso, mesmo após receber a dose zero, a criança deverá tomar a primeira dose regular aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, é a principal forma de prevenção da doença.
A orientação da FVS-RCP é para que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal das crianças e procurem uma unidade de saúde caso haja doses pendentes.
Entre os principais sintomas do sarampo estão febre, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Pessoas com sinais compatíveis devem procurar atendimento médico e informar sobre viagens recentes ou contato com pessoas de áreas onde há circulação do vírus.







