
A Polícia Federal investiga uma possível prática de corrupção eleitoral relacionada à distribuição irregular de combustível durante as eleições municipais de 2024 em São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas. A Justiça Eleitoral decidiu prorrogar o inquérito por mais 60 dias.
O caso tramita na 19ª Zona Eleitoral do município e apura, em tese, o crime previsto no artigo 299 do Código Eleitoral. A investigação teve origem em uma fiscalização realizada pela Polícia Federal em 5 de outubro de 2024, quando foram apreendidos 600 litros de gasolina no Auto Posto Rican.
Segundo os autos, o combustível estava armazenado em galões na caçamba de uma caminhonete. Os agentes também encontraram requisições preenchidas manualmente e canhotos que, conforme a investigação, não apresentavam comprovação contábil ou fiscal.
Dois homens foram presos
Durante a ação, dois homens foram presos em flagrante: Lucas Basilio Tavares, apontado como subgerente do posto, e Juliano Isvarte Gonçalves Costa, identificado no processo como proprietário ou arrendatário do estabelecimento.
Posteriormente, os dois passaram a responder em liberdade mediante pagamento de fiança. Para Lucas, o valor foi estabelecido em R$ 14.120, enquanto Juliano teve fiança fixada em R$ 39.536. Conforme a decisão judicial, os valores foram depositados em contas vinculadas ao processo.
Perícia em celulares pode ajudar investigação
A apuração ainda não foi encerrada. A Polícia Federal aguarda os resultados da perícia realizada nos celulares apreendidos durante a investigação.
Os aparelhos foram encaminhados para extração e análise dos dados. O material poderá ajudar os investigadores a esclarecer como funcionavam as supostas requisições irregulares de combustível e identificar outras pessoas que eventualmente tenham participado ou sido beneficiadas pelo esquema.
Com a prorrogação, a PF deverá concluir as diligências pendentes, incluindo a análise dos dispositivos e a realização de depoimentos necessários. Ao fim da investigação, um relatório deverá ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral para avaliação das medidas cabíveis.
Até o momento, trata-se de uma investigação em andamento, e eventuais responsabilidades criminais ainda dependem da conclusão das apurações e das decisões da Justiça.







