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Justiça Eleitoral suspende pesquisa para Senado e governador após apontar irregularidade no registro

 

A Justiça Eleitoral determinou, nesta quinta-feira (13), a suspensão imediata da divulgação de uma pesquisa eleitoral registrada no Amazonas para os cargos de governador e senador. O levantamento havia sido questionado judicialmente por supostas irregularidades no registro e na metodologia apresentada.

A decisão foi tomada pela juíza Anagali Marcon Bertazzo, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), que reconheceu a existência de falha na documentação apresentada para detalhar as áreas onde as entrevistas foram realizadas.

Entre os nomes envolvidos na disputa pelo Senado está o ex-governador Wilson Lima, que integra o cenário eleitoral deste ano. A suspensão ocorre em meio à corrida eleitoral e impede, neste momento, a divulgação dos números que poderiam influenciar a percepção dos eleitores sobre os candidatos.

Segundo a decisão, a pesquisa apresentou, na complementação territorial, a expressão “TODOS OS BAIRROS”, sem especificar adequadamente os bairros ou áreas onde as entrevistas foram realizadas. Para a magistrada, a informação não atende às exigências estabelecidas pela legislação eleitoral e dificulta a fiscalização da pesquisa.

Também foram levantados questionamentos sobre diferenças entre o plano amostral registrado e o questionário utilizado nas entrevistas. Nesse ponto, porém, a Justiça Eleitoral considerou que as categorias apresentadas no questionário estavam de acordo com as informações complementares do plano amostral.

Apesar disso, a irregularidade relacionada à delimitação territorial foi considerada suficiente para justificar a suspensão liminar da divulgação dos resultados.

A decisão determina que a pesquisa permaneça suspensa até o julgamento definitivo da representação. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil.

O responsável pelo levantamento terá dois dias para apresentar defesa. Depois disso, o processo será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral para manifestação.

A pesquisa havia sido registrada com 1.220 eleitores, margem de erro aproximada de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A coleta ocorreu entre 28 de julho e 1º de agosto.

Com a decisão, os números do levantamento ficam impedidos de circular enquanto a Justiça Eleitoral analisa definitivamente a regularidade da pesquisa.