
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), fortalece o acesso à educação para jovens e adultos com o projeto “Círculo de Leitura e Escrita na EJA”. Atualmente, a modalidade atende 7.380 estudantes em 66 unidades de ensino, oferecendo uma oportunidade de retomada dos estudos para cidadãos a partir dos 15 anos.
Desenvolvimento de habilidades e protagonismo estudantil
O projeto visa aprimorar as competências de leitura, escrita e interpretação dos estudantes dos dois segmentos da EJA. Através de encontros que promovem rodas de conversa, debates e produções textuais, a iniciativa incentiva o pensamento crítico e valoriza as experiências de vida dos alunos, tornando-os protagonistas do próprio aprendizado.
Rodadas de produção e aprofundamento
O processo é organizado em rodadas de produção, onde os participantes escolhem temas de interesse e realizam pesquisas com diversos materiais. Durante os encontros, os estudantes compartilham informações e vivências, enquanto os professores exploram as características de diferentes gêneros textuais, ampliando o repertório cultural e a capacidade crítica.
Nas etapas seguintes, os alunos aprofundam seus conhecimentos através da leitura e iniciam a produção de textos autorais. As produções são corrigidas, revisadas e reescritas pelos próprios estudantes, consolidando o aprendizado da escrita.
Valorização da trajetória de vida
Alina Bindá, gerente da Educação de Jovens e Adultos da Semed, destaca que o diferencial do projeto é a valorização das histórias de vida dos estudantes. “Quando o estudante percebe que sua trajetória é importante e pode ser transformada em texto, ele se sente pertencente ao ambiente escolar e passa a enxergar a educação como um espaço onde sua voz é ouvida”, ressalta.
As melhores produções são compiladas nos Cadernos do Círculo de Leitura e Escrita na EJA, que são socializados com a comunidade escolar, evidenciando o protagonismo dos educandos.
Exemplos de sucesso nas escolas
Na Escola Municipal Vicente de Paula, a estudante Maria do Perpétuo Socorro, de 66 anos, utilizou o projeto para retratar as transformações do bairro Japiim. “Foi muito bom poder escrever sobre um lugar que faz parte da minha história”, compartilhou.
A professora Daniele Mafra observa que o projeto permite aos alunos transformar memórias em produções textuais significativas. “Hoje eles escrevem com muito mais confiança e isso demonstra o impacto positivo do trabalho realizado em sala de aula”, afirma.
Francisca Araújo Dantas, 45 anos, relata o aumento de sua autoestima e a evolução na escrita. “Eu percebo o quanto melhorei e isso me dá mais segurança para continuar aprendendo”, disse.
Reconhecimento e culminância do projeto
A iniciativa também inclui o Concurso Escola Leitora na EJA, que premia experiências pedagógicas bem-sucedidas. A culminância do projeto envolve a socialização das produções dos cadernos, reforçando o compromisso da Prefeitura de Manaus com uma educação inclusiva e cidadã.
Com informações da Prefeitura de Manaus







