
Os micro-ônibus do transporte alternativo, conhecidos popularmente como “amarelinhos”, iniciaram uma paralisação na manhã desta quinta-feira (2), na Avenida Autaz Mirim, zona leste de Manaus. O protesto começou por volta das 5h e tem como principal objetivo pressionar o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) pela abertura de negociações sobre o pagamento de um subsídio à categoria.
De acordo com o Sindicato das Cooperativas e Permissionários do Transporte Alternativo e Complementar, cerca de 320 micro-ônibus podem deixar de circular na capital amazonense, comprometendo o deslocamento de milhares de passageiros que utilizam diariamente o serviço.
Durante a manifestação, a situação se agravou quando alguns participantes atearam fogo em micro-ônibus no meio da Avenida Autaz Mirim, bloqueando a via e causando transtornos ao trânsito. Ainda não há informações oficiais sobre feridos ou sobre a identificação dos responsáveis pelo incêndio.
Categoria afirma que subsídio está previsto em contrato
Segundo representantes dos permissionários, o pagamento de um subsídio financeiro já estaria previsto no contrato firmado durante o processo de licitação do sistema de transporte complementar. Eles alegam que a ausência desse repasse tornou a operação financeiramente inviável.
“A gente transporta cerca de 200 passageiros por dia e, desse total, aproximadamente 100 utilizam gratuidade. Estamos pagando para trabalhar. Não temos mais condições de sobreviver com esse valor da passagem”, afirmou um dos motoristas.
Planilha de custos foi entregue ao IMMU
O sindicato informou que apresentou ao IMMU uma planilha técnica detalhando os custos operacionais do serviço, incluindo despesas com combustível, manutenção, peças e mão de obra. Segundo a entidade, o documento demonstra a necessidade da implantação do subsídio para garantir a continuidade do transporte complementar.
Paralisação afeta moradores da Zona Leste
Os chamados “amarelinhos” atendem principalmente bairros da Zona Leste de Manaus e funcionam como alternativa ao transporte coletivo convencional. Com a paralisação, milhares de usuários podem enfrentar dificuldades para chegar ao trabalho, escolas e demais compromissos.
Até o momento, a categoria aguarda um posicionamento oficial do IMMU sobre as reivindicações. Enquanto isso, o movimento segue causando impactos na mobilidade urbana e no trânsito da capital amazonense.







