
O governo federal confirmou o fim do subsídio de R$ 0,35 por litro sobre o diesel, medida que entra em vigor nesta quarta-feira (1º). O benefício havia sido adotado como ação emergencial para conter os impactos da alta do petróleo no mercado internacional durante o período de tensão entre Irã e os Estados Unidos.
Segundo a equipe econômica, a decisão foi tomada após a redução das instabilidades externas e a normalização parcial dos preços do combustível no mercado global. A avaliação do governo é de que o cenário atual permite a retirada gradual do incentivo sem provocar impactos imediatos ao consumidor.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a expectativa é de que a suspensão do benefício não resulte em aumento no preço do diesel nas bombas. Isso porque, segundo o órgão, o mercado já apresenta sinais de estabilidade, o que pode absorver o fim da subvenção.
Além do diesel, o Ministério da Fazenda informou que outros incentivos temporários para combustíveis seguem em análise. Entre eles estão um subsídio maior sobre o próprio diesel e outro voltado à gasolina, cuja continuidade dependerá do comportamento do petróleo no mercado internacional.
Dados do Ministério do Planejamento apontam que as ações para conter a alta dos combustíveis já consumiram cerca de R$ 7,5 bilhões dos cofres públicos. Com isso, o governo afirma que a retirada gradual desses benefícios também faz parte da estratégia de ajuste fiscal e controle das contas públicas.







