
A transferência de 70 presos militares para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM) terminou em confusão na manhã desta terça-feira (12), em Manaus. Familiares dos custodiados discutiram com representantes do Ministério Público do Amazonas (MPAM) durante a realização da Operação Sentinela Maior.
A movimentação ocorreu durante a retirada dos detentos do antigo Núcleo Prisional da PM. A operação foi coordenada pelo MPAM, por meio da 60ª Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (PROCEAPSP), com apoio da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Segundo os órgãos envolvidos, a mudança faz parte de uma estratégia para reforçar a segurança no sistema de custódia militar, além de melhorar o controle administrativo e estrutural da nova unidade prisional.
Durante a ação, familiares dos presos buscaram informações sobre os procedimentos adotados e tentaram obter esclarecimentos sobre o destino e as condições dos custodiados. O clima ficou tenso e houve bate-boca entre os parentes e representantes do Ministério Público.
Vídeos registrados no local mostram momentos de discussão e cobrança por respostas. Apesar do tumulto, a transferência dos presos foi concluída sem registro oficial de feridos ou detenções relacionadas à confusão.
A nova unidade prisional da Polícia Militar deve concentrar os custodiados militares em um espaço considerado mais adequado pelas autoridades. A expectativa é de que o novo modelo permita maior fiscalização, segurança e organização interna.
Até o momento, o MPAM, a PMAM e a Seap não divulgaram detalhes adicionais sobre o andamento da Operação Sentinela Maior nem sobre possíveis medidas após o desentendimento envolvendo os familiares.
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