
O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais divulgou, nesta quarta-feira (15), o boletim semanal com dados atualizados sobre a cheia no Amazonas. De acordo com decretos municipais, 15 cidades estão em situação de emergência: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá e Tonantins.
Outros quatro municípios estão em nível de alerta: Amaturá, Envira, Pauini e São Paulo de Olivença. Já 31 cidades permanecem em situação de atenção, entre elas Manacapuru, Iranduba, Parintins, Tefé e Humaitá.
Ao todo, 12 municípios seguem em condição de normalidade, conforme os dados mais recentes dos painéis de monitoramento da Defesa Civil do Amazonas.
Segundo o boletim, cerca de 133.675 pessoas já foram afetadas pelas inundações em todo o estado.
Apoio às populações atingidas
Como parte das ações de enfrentamento, a Defesa Civil do Amazonas informou que, em 2026, já foram enviados 120 kits de purificadores de água do projeto Água Boa para 20 municípios. A medida busca garantir acesso à água potável para comunidades ribeirinhas durante os períodos de cheia e estiagem.
Entre os municípios beneficiados estão Santa Isabel do Rio Negro, Fonte Boa, Iranduba, Eirunepé, Amaturá, Tonantins, Jutaí, Benjamin Constant, Itacoatiara, Apuí e Presidente Figueiredo.
Medidas econômicas e planejamento
O Governo do Amazonas também realizou, na terça-feira (14), uma reunião estratégica com representantes dos setores da indústria, comércio e serviços para discutir os impactos da cheia e da vazante em 2026.
O objetivo foi alinhar estratégias e ampliar o planejamento diante dos eventos hidrológicos extremos, agravados pela crise climática.
Além disso, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) adotou medidas emergenciais para reduzir os prejuízos econômicos. Entre elas estão a ampliação do acesso ao crédito, aumento do limite para dispensa de garantias e facilitação na renegociação de dívidas, com prazos maiores e carência para início dos pagamentos.
Monitoramento contínuo
A Defesa Civil reforça que o monitoramento dos rios ocorre de forma permanente por meio do Centro de Monitoramento e Alerta. O Comitê segue atuando para minimizar os impactos da cheia e prestar assistência às populações afetadas em todo o estado.
Foto: Divulgação / Secom







