
A violência urbana fez mais uma vítima na manhã desta sexta-feira (27), na Rua Guatemala, bairro Parque das Nações, zona centro-sul de Manaus. O soldador Isaac Simões da Silva, de 29 anos, foi morto a tiros durante um assalto enquanto seguia para o trabalho.
De acordo com informações preliminares da polícia, Isaac caminhava pela via quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. Os suspeitos anunciaram o assalto e exigiram o celular da vítima. Mesmo após entregar o aparelho, o trabalhador foi atingido por um disparo de arma de fogo na região do rosto. Ele morreu ainda no local.
Policiais militares da 12ª Companhia Interativa Comunitária de Polícia (Cicom) foram os primeiros a chegar à ocorrência e isolaram a área para o trabalho da perícia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito. O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).
Crime com características de latrocínio
O delegado Gerson, da Polícia Civil, informou que o caso está sendo investigado, inicialmente, como latrocínio, roubo seguido de morte. Segundo ele, testemunhas relataram que a vítima foi abordada por dois ocupantes de uma motocicleta.
“Ele estava saindo para trabalhar. As informações que recebemos da família são de que se tratava de um trabalhador, sem envolvimento com qualquer atividade ilícita. Houve a subtração do celular e, mesmo assim, foi efetuado o disparo”, declarou o delegado.
Ainda conforme a autoridade policial, apenas um tiro atingiu a vítima. A motivação exata e a dinâmica completa do crime serão esclarecidas ao longo das investigações. A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa ajudar na identificação dos suspeitos seja repassada, de forma anônima, pelo disque-denúncia 181.
Sonhos interrompidos
No local do crime, familiares e amigos viveram momentos de desespero. A mãe de Isaac, profundamente abalada, relatou que o filho era dedicado ao trabalho e tinha planos de crescimento profissional e pessoal.
Segundo ela, o jovem trabalhava como soldador e estava prestes a realizar o sonho de adquirir uma motocicleta, que vinha pagando com esforço. Naquela manhã, saiu de casa animado e confiante, dizendo que chegaria cedo ao serviço.
Minutos depois, um disparo ecoou pela rua. A mãe contou que sentiu uma angústia imediata e correu para fora de casa, onde encontrou o filho caído. A cena marcou o início de uma dor que, segundo ela, será permanente.
“Meu filho era trabalhador, não tinha envolvimento com nada errado. Só queria crescer na vida”, lamentou.
Uma moradora relatou que já presenciou outras situações semelhantes e afirmou viver com medo constante. Ela defende maior presença policial e ações mais efetivas de combate à criminalidade no bairro.
Enquanto a investigação avança, familiares aguardam por justiça.
Foto: Eudogio Gonçalves







