Mulher é morta a tiros após conflitos com vigilante no bairro Betânia

MANAUS | Uma mulher identificada como Alana Arruda Pereira, de 25 anos, morreu na tarde desta quarta-feira (28) após ser baleada na rua Jorge Gomes, no bairro Betânia, na Zona Sul da cidade.

De acordo com informações preliminares, o autor do disparo seria o vigilante Emerson Vasconcelos de Araújo, de 42 anos, que morava nas proximidades. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e isolou a área até a chegada das equipes especializadas.

Segundo relatos colhidos no local, Alana teria um suposto envolvimento com o tráfico de drogas e, há dias, vinha ameaçando o vigilante, exigindo que ele retirasse câmeras de segurança instaladas em sua residência, que, segundo ela, poderiam flagrar a venda de drogas na região.

Testemunhas afirmaram que, na tarde do crime, Alana chegou ao local acompanhada de um homem em uma motocicleta, que teria ficado observando a residência do vigilante de forma suspeita. Pouco tempo depois, Emerson teria saído de casa e efetuado um disparo que atingiu a jovem, que morreu no local.

Ainda conforme moradores, um dia antes do homicídio, a vítima teria levado dois homens armados até a residência do vigilante para fazer ameaças. Alana também alegava estar sendo assediada por Emerson, versão que foi negada por familiares do vigilante.

Vídeos sob investigação

A Polícia Civil informou que vídeos divulgados e anexados à investigação mostram episódios anteriores de conflito entre as partes. Em uma das gravações, Alana aparece tentando invadir a residência do vigilante, dias antes do crime. Em outro vídeo, ela é flagrada destruindo um carrinho de churrasco que ficava em frente à casa de Emerson.

Além disso, os investigadores analisam imagens que mostram dois homens armados em frente à residência do vigilante, material que também está sendo periciado para confirmar a data, o contexto e a possível ligação com as ameaças relatadas.

Outro ponto que chama a atenção da polícia é o fato de que o esposo de Alana foi morto há cerca de um mês, em um crime atribuído a uma facção criminosa.

O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que apura a sequência dos fatos, a motivação do crime e as circunstâncias que levaram ao homicídio. O vigilante foi conduzido para prestar esclarecimentos e permanece à disposição da Justiça.

Repórter Eudogio