Condenado por mandar matar ex-noiva é preso em oficina mecânica no bairro Tarumã, em Manaus

Manaus (AM) – Alesson Pessoa Mota, condenado por ser o mandante do assassinato da ex-noiva, a técnica em enfermagem Viviane Costa de Castro, foi preso na tarde desta terça-feira (27) em uma oficina mecânica localizada no bairro Tarumã, zona oeste da capital amazonense.

O crime, que chocou Manaus, ocorreu em 2013, mas teve desfecho judicial apenas mais de uma década depois. Alesson foi condenado durante julgamento realizado em julho de 2025, porém estava foragido da Justiça desde então.

A prisão foi efetuada por policiais militares das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), após o recebimento de uma denúncia anônima que apontava o paradeiro do condenado. Com base nas informações repassadas, os agentes realizaram diligências e localizaram Alesson no estabelecimento.

Após a captura, ele foi encaminhado ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foram realizados os procedimentos legais e a comunicação ao Poder Judiciário para o cumprimento da pena.

O crime

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o primeiro atentado contra Viviane ocorreu no dia 7 de junho de 2012, por volta das 7h, na Avenida Timbiras, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus. Na ocasião, Francisco de Almeida, a mando de Alesson Pessoa, efetuou disparos contra a vítima, que foi socorrida e conseguiu sobreviver, permanecendo hospitalizada.

Mesmo após a tentativa frustrada, o crime foi consumado meses depois. No dia 23 de maio de 2013, por volta das 6h45, novamente na Avenida Timbiras, Francisco voltou a atirar contra Viviane, também a mando de Alesson, causando a morte da técnica em enfermagem.

As investigações apontaram que, tanto na tentativa quanto no homicídio consumado, Viviane trafegava pela via quando foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta. O passageiro da garupa efetuou os disparos em ambas as ações, utilizando o mesmo modo de execução.

Segundo o inquérito policial, após se recuperar do primeiro ataque, Viviane relatou às autoridades que acreditava que o crime havia sido encomendado pelo ex-noivo, Alesson Pessoa Mota, com quem havia rompido o relacionamento.

O caso teve grande repercussão à época e se tornou símbolo da luta contra a violência praticada contra mulheres no Amazonas. A prisão do condenado encerra uma longa fase de buscas e reforça a importância das denúncias anônimas no combate à impunidade.