Pai é suspeito de matar o próprio filho de quatro anos a facadas dentro de casa no bairro Cidade de Deus, em Manaus

Um crime de extrema gravidade causou comoção e revolta entre moradores do bairro Cidade de Deus, na zona norte de Manaus, na noite desta quinta-feira (22). Uma criança de aproximadamente quatro anos foi encontrada morta dentro de uma residência localizada na Travessa São Marçal, e o principal suspeito é o próprio pai da vítima.

De acordo com informações preliminares confirmadas pela Polícia Militar do Amazonas, o homem foi identificado como Fernando Batista de Melo, de 48 anos, natural de Belém, no estado do Pará. Após o crime, ele fugiu do local em uma motocicleta modelo CG 160, cuja placa foi informada às autoridades.

Equipes da 13ª Companhia Interativa Comunitária de Polícia (Cicom) foram acionadas por moradores e chegaram rapidamente ao local, realizando o isolamento da área para preservar a cena do crime. O Instituto Médico Legal (IML) também foi chamado e fez a remoção do corpo da criança para os procedimentos legais.

O caso mobilizou diversas viaturas e atraiu grande número de moradores, que acompanharam com tristeza e indignação o trabalho das forças de segurança. Familiares e vizinhos relataram forte abalo emocional diante da situação.

Segundo relatos iniciais colhidos no local, antes do ocorrido teria havido uma discussão entre o suspeito e a mãe da criança. As circunstâncias exatas e a motivação do crime ainda não foram oficialmente confirmadas e serão apuradas durante as investigações.

As autoridades reforçam que todas as informações divulgadas até o momento são preliminares e que apenas o inquérito policial poderá esclarecer com precisão o que levou à morte da criança.

Suspeito está foragido

Após o crime, Fernando Batista de Melo deixou o local e, até a última atualização desta matéria, não havia sido localizado. A Polícia Civil do Amazonas deve assumir a investigação do caso e já iniciou diligências para identificar o paradeiro do suspeito.

A polícia solicita que qualquer informação que possa contribuir para a localização do homem seja repassada de forma anônima pelos canais oficiais de denúncia.

O crime será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) ou pela unidade responsável pela área, que deverá ouvir testemunhas, familiares e analisar laudos periciais para esclarecer a dinâmica dos fatos.