
Durante compromisso oficial no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma crítica direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que ele “quer governar o mundo pelo Twitter”. A declaração ocorreu em meio a um discurso voltado à reflexão sobre o uso excessivo de celulares e seus efeitos nas relações humanas e institucionais.
Ao falar para o público presente, Lula destacou que adotou regras rígidas em seu próprio gabinete, onde não é permitida a entrada com aparelhos celulares. Segundo o presidente, a medida tem como objetivo preservar o diálogo, a escuta ativa e o respeito entre as pessoas, valores que, em sua avaliação, são prejudicados pela atenção constante às telas.
O chefe do Executivo brasileiro questionou a forma como líderes se comunicam com a população por meio das redes sociais e ressaltou a importância do contato direto. “É possível tratar o povo com respeito sem olhar nos olhos?”, indagou, ao reforçar a crítica ao uso das plataformas digitais como principal ferramenta de governo.
A dependência de celulares e o impacto da tecnologia no convívio social têm sido temas recorrentes nos discursos de Lula. Para ele, o excesso de notificações e a comunicação virtual permanente comprometem a qualidade das relações pessoais e a tomada de decisões, especialmente em ambientes de poder e responsabilidade.
A fala repercutiu entre apoiadores e críticos e se soma a outras declarações do presidente brasileiro sobre o papel das redes sociais na política contemporânea e os limites do uso dessas ferramentas por autoridades públicas.







