
Uma cadela comunitária, conhecida pelos moradores como “caramelo”, ficou gravemente ferida após ser atingida por uma bomba do tipo “catolé” durante a celebração do Réveillon, na madrugada desta quinta-feira (1º), no bairro Santa Etelvina, zona leste de Manaus. A explosão provocou a mutilação de parte da boca do animal.
De acordo com relatos de moradores, a ocorrência foi registrada logo após a virada do ano, quando várias pessoas soltavam fogos e artefatos explosivos nas ruas da região. Com o barulho intenso, a cadela, que costuma circular pelo bairro, ficou assustada e começou a latir. Em meio à movimentação, um catolé teria sido lançado ainda mais próximo de onde o animal estava.
Movida pela curiosidade, a cadela se aproximou do artefato, que explodiu quase imediatamente, atingindo a cabeça e causando ferimentos severos. Após o ocorrido, o animal foi socorrido e levado ao Hospital Público Veterinário, onde permanece internado e recebe atendimento especializado. Segundo a equipe médica, o estado de saúde é delicado e requer acompanhamento contínuo.
O episódio reacende a discussão sobre os perigos do uso de fogos de artifício e bombas em áreas residenciais, sobretudo durante festas, quando o risco se estende não apenas a pessoas, mas também a animais domésticos e comunitários. O caso também reforça o alerta sobre a prática de maus-tratos contra animais.
A legislação brasileira considera crime qualquer forma de violência contra animais. A Lei nº 9.605/1998 prevê pena de detenção e multa para casos de maus-tratos, enquanto a Lei nº 14.064/2020 estabelece punições mais severas para crimes cometidos contra cães e gatos, com reclusão de dois a cinco anos. Normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária também orientam a identificação e a denúncia de situações de crueldade, com o objetivo de proteger o bem-estar animal.







