Família pede investigação ao CRM-AM sobre atendimento médico que resultou na morte de criança

A família de Benício Xavier de Freitas apresentou uma denúncia ético-profissional ao Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) solicitando a apuração das condutas médicas adotadas durante o atendimento prestado ao menino em uma unidade de saúde do estado. O pedido requer uma análise técnica e ética dos procedimentos realizados no pronto-socorro e, posteriormente, na unidade de terapia intensiva (UTI).

Segundo os familiares, a denúncia tem como base documentos oficiais do próprio hospital, entre eles prontuários médicos, prescrições, registros de evolução clínica e relatórios de enfermagem. De acordo com esses registros, teria ocorrido a administração indevida de adrenalina por via endovenosa, o que provocou um quadro grave de intoxicação medicamentosa. Em razão da gravidade do estado de saúde, Benício precisou ser internado na UTI, mas não resistiu.

Ainda conforme a família, os fatos apresentados à entidade de classe não se sustentam em conjecturas ou versões informais, mas em registros formais produzidos durante o atendimento hospitalar. Os documentos, segundo o relato, apontariam falhas relevantes na condução clínica do caso, tanto no atendimento inicial no pronto-socorro quanto nas medidas adotadas na UTI.

Diante do material reunido, os familiares optaram por submeter o caso às instâncias técnicas e éticas competentes, respeitando o devido processo legal. A expectativa é que o CRM-AM avalie se houve violação às normas éticas da profissão médica e, caso sejam confirmadas irregularidades, adote as medidas cabíveis.

A família esclarece que a iniciativa não tem como objetivo exposição midiática ou vingança, mas a apuração rigorosa dos fatos, a eventual responsabilização ética dos profissionais envolvidos e o fortalecimento da segurança do paciente no sistema de saúde. Para os familiares, a investigação é fundamental para evitar que situações semelhantes se repitam.

Por respeito ao sigilo que rege os procedimentos ético-profissionais, detalhes mais específicos sobre o caso não serão divulgados neste momento. As informações completas serão tratadas exclusivamente nas esferas ética, civil e penal, conforme o andamento das apurações.

O Conselho Regional de Medicina do Amazonas ainda deverá se manifestar sobre a abertura do procedimento e os próximos passos da investigação.