
Ronaldo Davi Nascimento Mendes, de 19 anos, conhecido como “Jogador”, foi preso na noite desta terça-feira (2) por envolvimento direto no assassinato de Júlio César Santos das Chagas, de 34 anos. Ele era o último suspeito ainda foragido e apontado pela polícia como o executor dos disparos. Os outros investigados, Eduardo Fernandes Torres e Matheus Marreiros de Lima, já haviam sido detidos no dia 16 de novembro.
Júlio César foi morto a tiros no dia 1º de outubro, em frente a um shopping no bairro Ponta Negra, zona oeste de Manaus. O ataque aconteceu enquanto ele estava acompanhado das duas filhas pequenas, da ex-companheira e da esposa, Jéssica da Silva, de 31 anos.
O mandado de prisão preventiva contra “Jogador” foi cumprido após equipes localizarem o suspeito circulando na zona sul da capital.
O delegado Ricardo Cunha, que conduz as investigações, afirmou que Ronaldo Davi é tratado como o autor dos tiros que mataram Júlio César. Segundo ele, a esposa da vítima, Jéssica da Silva, desempenhou um papel crucial no andamento do crime, repassando informações detalhadas aos suspeitos.
“A investigação mostra que houve um planejamento sofisticado, com a companheira da vítima mantendo contato constante com o executor e informando sua rotina, possibilitando o ataque naquele momento”, destacou o delegado.
Jéssica foi presa durante a segunda fase da Operação Thrasos, após a polícia confirmar sua participação no esquema.
A polícia apura que o crime foi motivado por desentendimentos internos de uma organização criminosa. Julío César teria sido expulso do grupo, o mesmo do qual Ronaldo Davi fazia parte, e desde então estava marcado para morrer.
Para tentar escapar das ameaças, ele vivia escondido em Manaquiri, município a 60 km de Manaus. No entanto, retornou à capital para visitar a família e acabou sendo seguido por dois veículos até o local onde foi morto.
O tenente Thiago Mascarenhas, da Rocam, informou que “Jogador” foi localizado em via pública no bairro Colônia Oliveira Machado, zona sul, nas proximidades da casa de familiares.
“A região é dominada pelo tráfico e apresenta alto risco para as equipes. Por isso, montamos um cerco tático para garantir uma abordagem segura e efetuar a prisão”, explicou o policial.
O trabalho investigativo começou logo após o homicídio. Em 15 de outubro, com auxílio do Sistema Paredão, a polícia conseguiu identificar os veículos usados na ação criminosa. Eles estavam em posse de Eduardo Fernandes Torres, 25, e Matheus Marreiros de Lima, 28, que teriam dado suporte na fuga do executor.
Os dois foram presos em novembro e seguem à disposição da Justiça.
Ronaldo Davi Nascimento Mendes deve responder por homicídio qualificado e associação criminosa, permanecendo detido enquanto o processo avança no Poder Judiciário.







