
Humaitá/AM – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) apresentou, nesta quinta-feira (8), os resultados da Operação Smooth Operator, que resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de envolvimento no roubo de 9 quilos de ouro em Humaitá (distante 590 quilômetros de Manaus). O material roubado é avaliado em aproximadamente R$ 6 milhões. A ação criminosa ocorreu em novembro de 2024 e, meses depois, levou ao assassinato de um dos donos do minério.
As prisões aconteceram após cerca de um ano de investigação, conduzida pela Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Humaitá, com apoio do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM-AM), da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil de Rondônia e do Batalhão de Policiamento Tático de Ação e Reação ao Crime Organizado (BPTar), da Polícia Militar de Rondônia.
Prisões e nomes dos envolvidos
Foram presos: André Santos Prado Filho (37 anos), Emanuel de Jesus Relva Gomes (25), Genis Augusto Antunes Ferreira (23), João Paulo Santiago Neto (23), Raimundo José Cruz Santiago Neto (32), Samara Queiroz dos Santos (41) e Vanderlei Alves da Silva.
O grupo é acusado não apenas do roubo milionário, mas também do assassinato de um dos sócios do carregamento de ouro. Segundo a PC-AM, a vítima foi morta após descobrir que o próprio parceiro de negócios havia encomendado o crime com o objetivo de prejudicá-lo e ficar com a parte do lucro.
Investigação longa e sigilosa
De acordo com o delegado Paulo Mavignier, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), o caso teve ampla repercussão na região e exigiu um trabalho investigativo meticuloso.
“Foi uma operação complexa, mas conduzida com excelência pelos policiais de Humaitá. A resposta veio com profissionalismo e sigilo, demonstrando o compromisso da Polícia Civil com a população”, destacou.
O delegado Torquato Mozer, titular da DIP de Humaitá, explicou que a apuração do caso começou a partir de um outro roubo, registrado em setembro de 2024, envolvendo um frigorífico, com prejuízo de R$ 70 mil. À época, circularam rumores de que os autores estariam ligados ao roubo milionário de ouro. Isso levantou a suspeita das autoridades.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar os integrantes do grupo criminoso e descobrir a motivação do crime: um dos sócios do consórcio de transporte do ouro teria mandado roubar o próprio carregamento para prejudicar os demais. Em fevereiro de 2025, um dos sócios descobriu a traição e acabou assassinado após uma discussão.
A operação foi executada em três fases, entre os dias 4 e 6 de agosto, com prisões e mandados de busca e apreensão cumpridos tanto em Humaitá quanto em Porto Velho (RO).
Resposta da Justiça
Os envolvidos vão responder pelos crimes de roubo qualificado, homicídio, associação criminosa, entre outros. Todos permanecem presos à disposição do Poder Judiciário.

Foto: Divulgação PC-AM







